{"id":10,"date":"2016-01-31T11:10:24","date_gmt":"2016-01-31T13:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/psicologaflorence.com.br\/blog\/?p=10"},"modified":"2024-03-01T11:10:02","modified_gmt":"2024-03-01T14:10:02","slug":"amor-patologico-quando-o-amor-vira-vicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psicologaflorence.com.br\/blog\/amor-patologico-quando-o-amor-vira-vicio\/","title":{"rendered":"AMOR PATOL\u00d3GICO: Quando o amor vira v\u00edcio"},"content":{"rendered":"<!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p>O amor patol&oacute;gico, tamb&eacute;m conhecido como &ldquo;depend&ecirc;ncia afetiva&rdquo; ou &ldquo;amar demais&rdquo;, se refere a uma forma adoecida de amar, em que o amor adquire caracter&iacute;stica de obsess&atilde;o. Em fun&ccedil;&atilde;o disto, pode ser comparado a um v&iacute;cio, em que no lugar da depend&ecirc;ncia se estabelecer em rela&ccedil;&atilde;o ao &aacute;lcool ou drogas, por exemplo, ela se estabele em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa amada.<\/p>\n<p>Embora o amor patol&oacute;gico possa ocorrer com homens, ele &eacute; mais frequente em mulheres.<\/p>\n<p>De forma geral, as pessoas mais propensas a desenvolver o amor patol&oacute;gico, s&atilde;o aquelas que sofreram priva&ccedil;&atilde;o emocional na inf&acirc;ncia, ou seja, que prov&eacute;m de lares com com pouca ou nenhuma seguran&ccedil;aa emocional ou f&iacute;sica, pouco afeto, com alto grau de conflitos e possivelmente compuls&otilde;es ou vicios entre os cuidadores. Assim, a pessoa internaliza uma forma n&atilde;o saud&aacute;vel de amar.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, precisamos considerar que estamos inseridos em uma cultura que incentiva o amar demais.<\/p>\n<p>Seguem algumas caracter&iacute;sticas do amor patol&oacute;gico:<\/p>\n<p>&ndash; Sentem que precisam do outro para viver (sensa&ccedil;&atilde;o de vazio sem o parceiro)<br>\n&ndash; A ideia de amor est&aacute; muito vinculada ao controle (ci&uacute;me, desconfian&ccedil;a, posse)<br>\n&ndash; Tendem a escolher parceiros emocionalmente indispon&iacute;veis (frios, ego&iacute;stas)<br>\n&ndash; Acham os parceiros est&aacute;veis &ldquo;sem gra&ccedil;a&rdquo;<br>\n&ndash; Possuem medo excessivo de serem abandonadas ou rejeitadas<br>\n&ndash; Se relacionam muito mais com o parceiro idealizado do que com o parceiro real (acreditam sempre que &ldquo;ele ir&aacute; mudar&rdquo;)<br>\n&ndash; Se submetem a tudo para n&atilde;o perder o amor do parceiro<br>\n&ndash; Pensamentos e a&ccedil;&otilde;es, na sua maioria, s&atilde;o direcionados ao companheiro<br>\n&ndash; Perda de interesse por atividades que costumava gostar, passando a viver &ldquo;a vida do companheiro&rdquo;<br>\n&ndash; Sensa&ccedil;&atilde;o constante de estar doando mais do que estar recebendo<br>\n&ndash; Sensa&ccedil;&atilde;o de abstin&ecirc;ncia frente &agrave; perda ou amea&ccedil;a de perda do objeto amado (taquicardia, ins&ocirc;nia, tens&atilde;o muscular, suor, forte ang&uacute;stia)<br>\n&ndash; Apesar do enorme sofrimento, a pessoa n&atilde;o consegue sair da rela&ccedil;&atilde;o<br>\n&ndash; A rela&ccedil;&atilde;o fica mais focada em brigas e insatisfa&ccedil;&atilde;o do que em constru&ccedil;&otilde;es positivas do casal<\/p>\n<p>Mas, afinal, qual o limite para o amor saud&aacute;vel?<br>\nDefinitivamente, &eacute; quando est&aacute; prejudicando a sa&uacute;de (f&iacute;sica, emocional), e afetando negativamente a sua vida e das pessoas a sua volta, ou seja, quando o amor deixa de trazer coisas boas e traz muito mais ang&uacute;stias e sofrimento.<\/p>\n<p>Embora n&atilde;o seja um quadro simples, existe tratamento para o amor patol&oacute;gico. Como qualquer outra depend?ncia, o primeiro passo &eacute; reconhecer a condi&ccedil;&atilde;o e querer se tratar.<\/p>\n<p>A abordagem &eacute; geralmente multidiscilplinar, com o apoio de Psic&oacute;logos, Psiquiatras, Grupos de Apoio, com foco no fortalecimento da autoestima e na ressignifica&ccedil;&atilde;o da ideia de amor. O apoio de familiares e amigos &eacute; muito importante no processo de tratamento.<\/p>\n<p>Por: Fl&oacute;rence Diedrich<br>\nPsicoterapeuta Individual e de Casal<\/p>\n<p>Obs: Este material &eacute; informativo e n&atilde;o substitui a consulta com um profissional<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor patol&oacute;gico, tamb&eacute;m conhecido como &ldquo;depend&ecirc;ncia afetiva&rdquo; ou &ldquo;amar demais&rdquo;, se refere a uma forma adoecida de amar, em que o amor adquire caracter&iacute;stica de obsess&atilde;o. 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