{"id":25,"date":"2016-01-02T00:32:43","date_gmt":"2016-01-02T02:32:43","guid":{"rendered":"http:\/\/psicologaflorence.com.br\/blog\/?p=25"},"modified":"2024-03-01T11:10:04","modified_gmt":"2024-03-01T14:10:04","slug":"alienacao-parental-como-proteger-nossas-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psicologaflorence.com.br\/blog\/alienacao-parental-como-proteger-nossas-criancas\/","title":{"rendered":"ALIENA\u00c7\u00c3O PARENTAL: COMO PROTEGER NOSSAS CRIAN\u00c7AS"},"content":{"rendered":"<!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p>A Aliena&ccedil;&atilde;o Parental &eacute; um assunto delicado, mas que deve ser discutido como forma de<\/p>\n<p>preven&ccedil;&atilde;o, para evitar que ocorra em atitudes simples do dia-a- dia, sem que os pais se d&ecirc;em conta.<\/p>\n<p>Ainda, deve ser discutido como forma de detec&ccedil;&atilde;o precoce, para que as medidas necess&aacute;rias sejam<\/p>\n<p>tomadas e o emocional das crian&ccedil;aas seja protegido.<\/p>\n<p>VOC&Ecirc; SABE O QUE ? ALIENA&Ccedil;&Atilde;O PARENTAL?<\/p>\n<p>Considera-se aliena&ccedil;&atilde;o parental a interfer&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica da crian&ccedil;a ou do<\/p>\n<p>adolescente, promovida ou induzida por um dos genitores (mais frequentemente pelo genitor que<\/p>\n<p>possui a guarda), para que repudie o outro genitor ou que cause preju&iacute;zo ao estabelecimento ou &agrave;<\/p>\n<p>manuten&ccedil;&atilde;o desse v&iacute;nculo. Desta forma, busca-se destruir a refer&ecirc;ncia positiva que o filho tem<\/p>\n<p>sobre um dos pais.<\/p>\n<p>Ela est&aacute; prevista na Lei 12.318\/2010 e &eacute; considerada abuso moral, visto que a crian&ccedil;a ?&eacute;<\/p>\n<p>condicionada a formar sentimentos, pensamentos e a&ccedil;&otilde;es contra o outro genitor, diferente das que<\/p>\n<p>tinha h&aacute; algum tempo atr&aacute;s, afetando negativamente o v&iacute;nculo.<\/p>\n<p>QUANDO OCORRE?<\/p>\n<p>A aliena&ccedil;&atilde;o parental acontece com mais frequ&ecirc;ncia nos casos em que o casal se separou e<\/p>\n<p>um dos genitores n&atilde;o conseguiu elaborar adequadamente o luto da separa&ccedil;&atilde;o, gerando<\/p>\n<p>sentimentos intensos de raiva, vingan&ccedil;aa e desmoraliza&ccedil;&atilde;o. A crian&ccedil;a acaba sendo usada como<\/p>\n<p>&ldquo;parte da vingan&ccedil;a&rdquo; contra o ex-c&ocirc;njuge.<\/p>\n<p>Embora a Aliena&ccedil;&atilde;o Parental seja mais comum nestes contextos, ela tamb&eacute;m pode<\/p>\n<p>ocorrer durante o relacionamento.<\/p>\n<p>Aqui teremos como foco a aliena&ccedil;&atilde;o parental quando exercida por um dos genitores,<\/p>\n<p>embora ela possa ser exercida por parentes, cuidadores ou outras pessoas pr&oacute;ximas da<\/p>\n<p>crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>DE QUE FORMAS A ALIENA&Ccedil;&Atilde;O PARENTAL PODE APARECER?<\/p>\n<p>-Quando um genitor desqualifica o outro no exerc&iacute;cio da paternidade ou maternidade. Falar<\/p>\n<p>para a crian&ccedil;a frases como: &ldquo;Seu pai nunca te liga, ele n&atilde;o se importa&rdquo;, ou deix&aacute;-la ouvir,<\/p>\n<p>&ldquo;acidentalmente&rdquo;, conversas desse tipo com outras pessoas.<\/p>\n<p>&ndash; Colocar as frases na 3? pessoa, misturando as rela&ccedil;&otilde;es parental e de ex-c&ocirc;njuge: Ex: &ldquo;Seu<\/p>\n<p>pai se separou de n&oacute;s&rdquo;.&rdquo;Sua m&atilde;e nunca mais ligou para n&oacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p>-Omitir propositalmente informa&ccedil;&otilde;es importantes quanto &agrave; crian&ccedil;a (quest&otilde;es m&eacute;dicas,<\/p>\n<p>escolares, de mudan&ccedil;a de endere&ccedil;o, etc.)<\/p>\n<p>&ndash; Dificultar ou impedir que o outro genitor encontre com o filho(a). Um dos pais pode<\/p>\n<p>&ldquo;esquecer&rdquo;; do encontro da crian&ccedil;a com o outro genitor ou propor para ela, no mesmo hor&aacute;rio do<\/p>\n<p>encontro, outras atividades que sejam muito atraentes a ela. Ficar ligando incessantemente durante<\/p>\n<p>o encontro ou mesmo assumir que &ldquo;o filho n&atilde;o quer&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o gosta&rdquo; de ficar com o pai\/m&atilde;e.Quanto<\/p>\n<p>maior a conviv&ecirc;ncia maior a possibilidade forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo.<\/p>\n<p>&ndash; Apresentar falsa den&uacute;ncia contra o genitor. Em casos mais graves, pode haver mal uso da Lei<\/p>\n<p>Maria da Penha ou at&eacute; falsas den&uacute;ncias de abusos com o objetivo de impedir o v&iacute;nculo com o outro<\/p>\n<p>genitor.<\/p>\n<p>&ndash; Mudar para local distante, sem justificativa, com o objetivo de dificultar a conviv&ecirc;ncia da<\/p>\n<p>crian&ccedil;a com o outro genitor.<\/p>\n<p>&ndash; Dificultar o exerc&iacute;cio da autoridade parental. Mesmo quando um dos genitores &eacute; o detentor da<\/p>\n<p>guarda da crian&ccedil;aa, &eacute; de ambos a responsabilidade de educar, e um genitor n&atilde;o deve desautorizar o<\/p>\n<p>outro.<\/p>\n<p>LEALDADE INVIS&Iacute;VEL:<\/p>\n<p>Na aliena&ccedil;&atilde;o parental, o genitor busca fazer um pacto de lealdade com o filho, a fim de excluir o<\/p>\n<p>outro da rela&ccedil;&atilde;o. Desta forma, a tend&ecirc;ncia &eacute; que se desenvolva uma rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre o<\/p>\n<p>alienador e a crian&ccedil;a, de forma que ela tenha cada vez menos autonomia, assumindo o discurso e<\/p>\n<p>postura do alienador. Em fun&ccedil;&atilde;o desta lealdade estabelecida, para n&atilde;o decepcionar o genitor<\/p>\n<p>que exerce a aliena&ccedil;&atilde;o, a crian&ccedil;a pode evitar falar sobre o outro genitor ou demonstrar saudade.<\/p>\n<p>POSS&Iacute;VEIS CONSEQU&Ecirc;NCIA PARA A CRIAN&Ccedil;A:<\/p>\n<p>A falta da figura positiva do pai ou da m&atilde;e pode gerar na crian&ccedil;a ou adolescente s&eacute;rias dificuldades,<\/p>\n<p>como inseguran&ccedil;a, falta de afetividade, depend&ecirc;ncia, culpa, dificuldades escolares e de<\/p>\n<p>socializa&ccedil;&atilde;o, transtornos de ansiedade, depress&atilde;o, entre outros. A crian&ccedil;aa tamb&eacute;m pode aprender a<\/p>\n<p>mentir e manipular as situa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O GENITOR QUE SOFRE A ALIENA&Ccedil;&Atilde;O:<\/p>\n<p>O genitor pode sofrer por sentir-se rejeitado pela crian&ccedil;aa. Nestes casos, cabe lembrar que a crian&ccedil;a<\/p>\n<p>est&aacute; passando por uma situa&ccedil;&atilde;o muito delicada, na qual sente-se dividida. &Eacute; papel do adulto<\/p>\n<p>compreend&ecirc;-la, ser paciente e estar dispon&iacute;vel. Quando a presen&ccedil;a f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, outro<\/p>\n<p>tipo de comunica&ccedil;&atilde;o, como mensagens, v&iacute;deos, liga&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o importantes para que a crian&ccedil;a<\/p>\n<p>perceba que o pai ou a m&atilde;e est&aacute; ali e se importa.<\/p>\n<p>CUIDAR DAS NOSSAS EMO&Ccedil;&Otilde;ES:<\/p>\n<p>Uma situa&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio ou momento de crise no casal aciona intensos sentimentos, o que pode<\/p>\n<p>favorecer o acontecimento da aliena&ccedil;&atilde;o parental. Os pais devem reconhecer que todos passam por<\/p>\n<p>dificuldades e saber o momento de buscar ajuda para lidar com suas pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es,<\/p>\n<p>de forma a preservar a integridade psicol&oacute;gica dos filhos. Al&eacute;m disso, buscar elaborar o<\/p>\n<p>div&oacute;rcio emocional, al&eacute;m do div&oacute;rcio jur&iacute;dico, &eacute; uma forma de prevenir situa&ccedil;&otilde;es de Aliena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Cabe sempre lembrar quea crian&ccedil;aa est&aacute; em desenvolvimento e n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es (nem &eacute; seu<\/p>\n<p>papel), de se envolver nos conflitos dos adultos.<\/p>\n<p>Mesmo que possa parecer dif&iacute;cil, &eacute; muito importante procurar separar os pap&eacute;is conjugal e<\/p>\n<p>parental, o que &eacute; &ldquo;assunto de adulto&rdquo; e o que &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o com os filhos.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; a base sobre a qual a crian&ccedil;a ou adolescente ir&aacute; desenvolver sua personalidade.<\/p>\n<p>Independente dos conflitos entre os pais, para a crian&ccedil;a deve ser passada a seguran&ccedil;a do<\/p>\n<p>afeto e da prote&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A ajuda especializada, de psic&oacute;logos, advogados, m&eacute;dicos e assistentes sociais, &eacute; de grande aux&iacute;lio<\/p>\n<p>nos casos de Aliena&ccedil;&atilde;o Parental.<\/p>\n<p>Por Psic&oacute;loga Fl&oacute;rence Diedrich<\/p>\n<p>CRP 07\/18157<\/p>\n<p>Especialista em Psicologia Cl&iacute;nica e Terapia de Casal<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Aliena&ccedil;&atilde;o Parental &eacute; um assunto delicado, mas que deve ser discutido como forma de preven&ccedil;&atilde;o, para evitar que ocorra em atitudes simples do dia-a- dia, sem que os pais se d&ecirc;em conta. 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